top of page

O Educador Cristão.

14 de jul.
4 min de leitura

Atualizado: 3 de ago.

Quantos professores cristãos são conduzidos por uma trilha totalmente oposta à Deus sem ao menos perceberem que essa mesma trilha foi criada por pessoas que em nada se relacionam com a natureza divina, e pior, dizem que não há conveniência alguma em a educação se relacionar com esse conhecimento?

Como um educador se diz cristão, se todas as suas referências, que adquiriu ao longo de sua formação, e que usa hoje no seu trabalho, não se relacionam, em seu conteúdo, com o que realmente o professor venha a usar em sua vida?

Não esqueçamos que jamais haverá neutralidade. Toda a pedagogia moderna não quer saber de Deus, ela sempre desejará se colocar acima de todas as coisas, e entre todos os novos termos em que ela trabalha Deus estará sempre em último lugar. Mas, a função principal do pedagogo cristão deveria ser justamente a busca da razão para o seu ofício em Deus.

Tudo o que nós - como pedagogos - lemos, estudamos e fazemos no meio principal de nossa formação, Deus está fora. Agora, isso não seria essencialmente um problema, pois a nossa sociedade é assim mesmo, nós escolhemos essa liberdade. Quando, porém, nós procuramos um caminho diferente, quando desejamos fazer o que acreditamos para aqueles que também desejam receber o ensinamento que temos a entregar? Quando, alguém em nome dessa mesma liberdade, tem a oportunidade de exercer o exercício de educar?

O educador cristão precisa entender que ele não pode se distanciar de Deus dentro de sua formação, precisamos entender que Deus precisa estar no centro de todos os seus princípios, fins e justificativas.

É somente em Deus que se justifica a nossa sociedade como ela é, e é preciso saber o porquê, o por que de todas as coisas se relacionarem com Deus. É apenas através dessa realidade que todos os outros termos possuem seus respectivos sentidos e valores. Essa é a primeira verdade que precisa ser representada através do exemplo do professor para os alunos, para que ambos possam trilhar uma linha paralela de origem e fim.

Se o educador não souber definir as conclusões em Deus através da razão, faça em nome de sua fé, e então comece o caminho para conhecê-la através de outros meios. A fé é o ponto inicial; a razão, o caminho, e a graça, o fim último. A busca por outras justificativas é o dever do professor em afirmar a sua fé em razão. Para que o conhecimento e essa mesma fé possam ser transmitidos verdadeiramente ao aluno, penetrando em seu juízo e na sua inteligência. E como dizia Santo Agostinho, através de um segundo professor, fazer o aluno chegar ao primeiro que é o mestre de todos.


Se esquecemos da razão de alguma coisa, não devemos parar de fazê-la, mas reencontrar a causa que se perdeu.


Se Deus fez o homem e entregou a ele todas as suas faculdades, para que se encontrasse partes dessa mesma verdade através da ciência e da filosofia, é essencial que ele navegue por essas águas, mesmo que em mares tempestuosos, pois - embora existam muitas correntes e caminhos - no fim, atracaremos na mesma ilha. A responsabilidade com a verdade na ciência, na razão e na lógica, para aqueles com conhecimento de Deus, é infinitamente maior que a de qualquer cientista que vive a sua vida fora dos resultados de seu trabalho, pois o cristão, enquanto o cristão, nada retira de sua vida a partir das conclusões da sua inteligência, tudo se liga e se reorganiza. Damos a volta ao mundo para chegarmos a onde partirmos, essa é a verdade da natureza da nossa jornada em Deus. A origem, se não ligada ao seu fim, não começará nada; o fim, se não compactua com sua origem, não chega; e o presente, se não está diretamente e constantemente relacionado com o fim e com a origem através do senso de eternidade, nos deixa à deriva na falta de sentido.

As políticas que nos chegam de cima podem estar tão desvirtuadas e nos iludir tanto, que é possível estarmos aplicando a vontade do diabo nas crianças sem que percebamos.


Muitas vezes, vejo professores praticarem, por pura automação, coisas que são tão às avessas aos seus ideais em Deus e tão bem elaboradas para enganar a própria percepção da realidade, que o faz acreditar que a sua própria educação e os seus valores, não podem e não devem se relacionar em absoluto com o seu ato de educar.

Não digo nem que serem enganados dessa forma é o maior problema, mas há coisas muito boas que estão sendo afastadas de nós educadores, por essa desavença entre a ciência e o conhecimento divino, e isso não é bom. É preciso que o pedagogo cristão saia do meio pedagógico para conhecer a matéria mais preciosa que poderia entregar ao aluno? Estamos acostumados a não relacionar a nossa vida profissional com a vida particular, e a educação é o primeiro meio que sofre com essa moda. O que o professor ensinará ao aluno? E como, se não através dos próprios valores? Como se comunicarão se não na transparência dessa verdade em seu meio de agir? É dever dele convencer o aluno do que ele sabe de mais verdadeiro! Nós queremos e gostamos de ser convencidos da verdade, mesmo que saibamos que a verdade só poderá ser despertada, e nunca diretamente transmitida. Porém, graças à razão do homem, é possível um preparo dessa descoberta, agilizando a sua chegada.


O cristão é aquele que precisa estar mais compromissado com a ciência, a filosofia e enfim, a verdade, pois já está nele o maior de todos os conhecimentos e deveres que se sobrepõem ao próprio mundo indo diretamente para a sua consciência e além. Está nele a inteligência divina que é superior a razão, mas que só é graças à razão que consegue percebê-la, assim como o cachorro privado de razão, a reconhece no homem através da imaginação, e reconhecendo a superioridade do homem, imediatamente se submete ao comando de uma inteligência superior, enquanto nós, devemos o nosso esforço à razão, que é a ponte que nos liga à percepção da inteligência de Deus, que é superior a nossa natureza. Como diriam que a religião afasta do mundo real e se ela é quem entrega ao homem a maior responsabilidade para com a verdade?

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
A virtude como meta

Se o caminho aberto não for o da virtude, então não há o direito de percorrê-lo. É por isso que a verdadeira educação nos chega como aquilo de mais importância nesse mundo, pois ela entregará o direi

 
 
 
João, o pé de feijão e a educação

Todos conhecemos a história: João era um garoto de uma família camponesa muito pobre onde até fome passava. Um dia, ele vende seu sustento por um grão de feijão mágico que brotaria numa quantidade que

 
 
 

Comentários


bottom of page