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A Escola Forma Ateus.

24 de jul.
5 min de leitura

Atualizado: 3 de ago.


A forma mais rápida e eficaz de transformar o seu filho num ateu é colocá-lo numa escola.  

Lá será simulado o seu primeiro mundo longe de Deus, onde jogará o jogo de seus amigos que nada devem ao Senhor e, pior ainda, serão os seus professores que lhes ensinarão que tudo em que sua família acredita, tem o mesmo peso que qualquer outro valor, e que o certo e o razoável é ser nada até conhecer tudo, e então por uma simples questão de gosto, e não pelo esforço legítimo na busca da verdade, escolher aquilo que mais lhe convém.  Cria-se a mentalidade de um ateu com a leviandade do meio social em que vivemos quando desistimos de inserir o cristianismo dentro dos aspectos de nossas vidas. Como adultos, temos forças para abstrair o que é certo e errado dentro do nosso próprio sistema de valores, assim como combater argumentos rasos e banais que nos chegam todos os dias, mas e a criança ou o jovem, que ainda estão em desenvolvimento, e que, de um dia para o outro, precisam se adaptar num convívio diário a uma comunidade que em nada se interessa pela cultura ou os valores de sua família? Dessa forma, quem, por fim, ela irá obedecer, se não o meio que será mais severo com a sua inadaptação? Ela não terá escolha, se não colocar em dúvida ou invalidar tudo aquilo em que a sua família acredita, ou seja, colocar em espera qualquer princípio que não seja os seus próprios desejos até a formação completa do seu indivíduo, ou – se tiver sorte - ter a chance de encontrar um meio em que poderá expressar aquilo que sempre viveu e quis viver de seus valores. Mas é raro isso acontecer, e muitos se perdem para sempre, pois já trilharam e tiveram uma boa parte das experiências da vida sem o aspecto religioso e espiritual. Então, por que se adaptar a novas regras quando o que se escolheu para viver até então, se provaram suficientes? Por que eu voltaria, ou até mesmo, começaria a utilizar algo pela primeira vez que foi execrado por todo o meu meio social - escolar - durante os principais anos de minha vida? 

Viver numa escola é aprender a como ser um ateu, aprender a seguir regras, diretrizes e valores sem princípios, ou que são tão rasos, que justificam apenas a si mesmos, enquanto livram os alunos das consequências de suas atitudes na concepção Cristã que deveriam estar sendo trabalhadas e justificadas antes de tudo.  

Hoje, uma família católica se contenta em deixar seu filho cair na dúvida de seus próprios princípios até o fim do ensino médio, tendo a chance de perder a sua cultura para que continue a frequentar o “ensino”. A escola passou a ser a nova religião do brasileiro; quando o adulto se transforma em pai, ele é automaticamente convertido ao que podemos chamar de escolaricismo, ou para ser mais exato, o MECcismo, uma crença descabida num sistema de ensino que nada oferece à criança se não nivelar todas ao mais baixo exemplo que houver em sua comunidade.  

Esse escolaricismo retem toda a atenção dos pais como algo quase transcendental inquestionável. O que é a eucaristia comparada com um dia letivo? O que é o sacrifício eterno de Deus à humanidade comparado a uma ordem do governo? Não pensamos duas vezes: a escola tem nota, a religião não; a escola se reprova, a misericórdia de Deus é eterna; a escola nos entrega um sentimento de dever para com a sociedade; a igreja, "apenas" o dever para com Deus.  

Não me espanto em encontrar tantos ignorantes numa escola que nada querem ou sabem da vida, mas se alguém se diz Cristão, um mínimo de sapiência seria esperado, pois ser Cristão é viver como Cristão em cada segundo de sua vida, e isso inclui, essencialmente, proteger a sua família de más influências, que podem acabar com um pensamento coerente com o que se acredita, o que se faz, o que se é, e o que se deseja ser, levando precocemente a criança a um vazio que não consegue ser preenchido por mais nada. 

 

Não há orgulho a ser colhido do filho naquilo em que ele mesmo vai se transfigurando com a vida escolar. Se as notas estão razoáveis, e se a criança não destrói a sala de aula, ela já atingiu a suficiência com o seu dever, e não há mais evolução possível ou exigida de seu carácter e do seu conhecimento. Se é um bom aluno, será logo escanteado, pois a atenção do professor se volta para os baderneiros da sala, e então o bom aluno, para conseguir também a atenção do professor, imitará o mau comportamento. Ele aprenderá a conviver com um mínimo de esforço, viverá num mundo paralelo que tenta imitar os resultados e as ações sem os princípios, conceitos e conhecimentos que formam e dão sentido à vida Cristã. Não existirá um exame contínuo de consciência, mas breves momentos de obediência sistematizada, muitas vezes, longe de qualquer coerência com o real. 

 

Para sairmos de casa voluntariamente, é preciso que haja uma razão, e a melhor delas, é avaliarmos ao voltarmos, se estaremos melhores que quando saímos. Mas com que frequência isso acontece com os filhos? Com que frequência eles voltam da aula com algo de surpreendente para se orgulharem aos olhos dos pais? É difícil argumentar que as coisas poderiam ser infinitamente melhores quando um sistema obrigatório de ensino tem a hegemonia absoluta da educação, quando há uma carência de exemplos concretos por um medo descabido de qualquer alternativa que alguém entre os milhões de professores poderia encontrar.

O que é educação? Em sua infinidade de significados, cada pai deveria buscar para o seu filho, conhecer aquilo que mais se aproxima do sentido que essa palavra evoca para si, e um pai Cristão, não deveria aceitar nada menos que - antes de qualquer coisa - o seu filho consiga enxergar o mundo como um Cristão. E para isso, o seu primeiro dever seria retirá-lo de lugares que deturpam antecipadamente, inconscientemente ou não, essa visão, seja negando, invalidando ou rebaixando os seus princípios. A escola laica propaga a sua própria crença na leviandade obrigatória para com as tensões humanas, devido à sua proposta descabida em abranger todas as culturas, ideologias e comunidades de um país continental. Ela não pode se importar com o indivíduo, e nem com a sua cultura, mas apenas com elementos que servem para justificar ela mesma, ou seja, a escola obrigatória trabalha para si, para a política, e infinitos jogos de poder, sem entregar nada aos que lá se fazem prisioneiros. 

 
 
 

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