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A psicologia da gameficação corrói o maior sentido da educação

30 de ago.
2 min de leitura

Atualizado: 11 de set.


A gameficação ao lado da busca sincera pela verdade se compara aos prazeres de um bufão, ou seja, é igualada aos estímulos mais baixos do homem para justificar a sua permanência em algum caminho ilegítimo. A sensação que temos dentro do mundo gameficado não se difere muito do prazer de uma boa comida, de um bom cheiro, ou até mesmo das relações sexuais, pois é devido lembrar que o jogo possui o seu próprio sistema de prazeres que comumente em nada se relacionam com as conquistas do caminho.

Existe um cálculo de tempo sobre todas as ferramentas que precisam ser aplicadas dentro de um determinado período, para que o jogador não abandone o jogo. Por exemplo, a cada 35 minutos, ele precisa receber uma bonificação, a cada 4 horas, uma punição ou desafio acima de sua capacidade, a cada 1 hora, alguma parabenização pelo seu empenho. Como isso não afetaria a capacidade de encarar qualquer coisa no mundo real?

A gameficação é fazer com que o homem se interesse e tenha prazer pelo jogo, e não pelo conhecimento. Toda a atenção se volta para a recompensa simulada, e o conhecimento retido é despercebido ao ser confundido com um meio para outro fim que não ele mesmo para com a verdade. De uma educação “crítica” e “transformadora de realidades” doentia, passamos a uma prática totalmente simulada, complacente apenas consigo mesma, pois fora dela, o interesse pelo conhecimento e pela vida são menosprezados até o seu completo desinteresse.

O problema da gameficação é que ela acaba com o senso do homem em praticar o bem por ele mesmo; se conduz, assim, dentro de uma realidade fabricada e superficial, de uma série de bonificações, metas, recompensas e punições que não competem de forma alguma com o andar de uma trajetória realista das tensões do homem.

gameficação não é estar no mundo real, mas dentro de uma fabricação controlada por um terceiro que impede qualquer liberdade que atinja o real alcance da capacidade humana. Faço o que faço não por ser correto, mas pela recompensa concreta que terei em minhas ações como um macaco que faz algo para receber a sua fruta. Ora, quantos exemplos a história nos revela que - em suas lutas pela verdade - pessoas obtiveram nada além de severas punições? Não há nada de concreto que pudesse entregar a elas algum consolo, além do sentimento de estar vivendo pela verdade e por um bem que ultrapassa a sua própria vida, onde a recompensa e a punição são entregues pelo espírito e pela consciência na própria arte de viver as suas ações.

Assim, o homem nunca conseguirá atingir o que realmente é vivendo apenas de estímulos bons ou ruins de seu meio; ele somente o será, transcendendo-os pelo o que chamamos de graça, da escolha de viver ou não dentro de um estado que justifica e contenta a sua existência, sendo em todas as eras, o único meio para as verdadeiras transformações e revelações que acrescentam dimensões ao ser humano em sua própria natureza divina.

 
 
 

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